Os Artistas


André RomãoAugustas Serapinas | Céline Condorelli | Gonçalo Barreiros | Joana Escoval | João Louro | José Pedro Croft | Susanne S. D. Themlitz


André Romão

André Romão (1984) nasceu em Lisboa, onde vive e trabalha. O seu trabalho tem lidado com os aspectos humanos ocultos nos sistemas culturais e económicos de produção, explorando o confronto de micro e macro-estruturas na sociedade contemporânea através de uma pesquisa nos campos da economia, erotismo, violência e apropriação.

Uma seleção das suas exposições individuais inclui: Museu Berardo, Lisboa (2019); BoCA Biennial, Braga (2019); Galeria Vera Cortês, Lisboa (2018, 2015), García Galería, Madrid (2017); Syntax, Lisboa (2016); Kunstraum Botschaft, Berlim (2016); The Green Parrot, Barcelona (2015); MACRO – Museo d’Arte Contemporânea, Roma (2014); Middelheim Museum, Antuérpia (2012); Galleria Umberto di Marino, Nápoles (2011); Kunstlerhaus Bethanien, Berlim (2010) e Kunsthalle Lissabon (2010). O seu trabalho tem sido incluído em exposições coletivas em insti- tuições e galerias tais como: Abbaye Saint André Centre d’ art contemporain, Meymac (2018); Museu de Arte Contemporânea de Elvas (2017); MAAT, Lisboa (2017); CentroCentro, Madrid (2016); FUTURA, Praga (2016); CAPC musée d’art contem- porain, Burdeos (2015); Astrup Fearnley Museet, Olso (2014); Museu de Serralves, Porto (2013 e 2010); Galerie Kamm, Berlim (2013); PhotoCairo 5,  Cairo (2012); Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2010); Museu da Cidade, Lisboa (2009); Spike Island Art Center, Bristol (2008), entre outros.
É co-editor do ATLAS projectos desde 2007.

Augustas Serapinas

A prática de Augustas Serapinas (1990, Lituânia) é focada na recomposição de espaços socialmente engajados de forma a destacar e problematizar os pressupostos que os moldam. Invertendo as funções habituais dos objetos e da espacialidade, Serapinas brinca com as possibilidades do encontro — com a arte e com as relações sociais que ela produz, como um fenómeno e como uma oportunidade. Muitas vezes, os trabalhos de Serapinas são iniciados sem objeto, apenas com o questionamento da possibilidade de novas conexões e da possibilidade da descoberta de novos espaços, especialmente aqueles que são invisíveis à primeira vista. Salas esconsas em museus, salas técnicas ou espaços de armazenamento são transformados em significantes de (inter)ações humanas que muitas vezes passam despercebidas. Nesta exposição, Serapinas apresenta um canto (de uma casa) de madeira retirado de uma tipologia lituana de cabanas que era popular na paisagem rural dos anos 1920 e 1930. Em secções transversais, o artista apropria-se de fachadas, janelas e outros elementos arquitetónicos, como o já referido canto de casa, para destacar esta tradição construtiva histórica enquanto ilustra as consequências do livre comércio económico e como os espaços se tornam naturalmente obsoletos. Outro trabalho na exposição consiste numa janela recuperada numa moldura que pertence ao mesmo tipo de casa em extinção. Na sua superfície envidraçada, um pintor de vitrais desenhou a cena que o último ocupante da casa podia ver através da janela, antes do edifício e da vista serem demolidos.


 

Céline Condorelli

Céline Condorelli (1974) vive e trabalha entre Londres e Lisboa.

O extenso corpo de trabalho de Céline Condorelli surge a partir do desenvolvimento de possibilidades de formas de viver e trabalhar juntos e do questionamento das relações de propriedade e da vida quotidiana, que remete às noções de espaço público, instituição, política, o comum, acção e articulação. A prática de Condorelli foca-se na contínua exploração daqueles elementos pouco explícitos nas estruturas e mecanismos de categorização, através dos quais o indivíduo se relaciona com o mundo - sejam eles culturais, econômicos, materiais, sociais ou políticos - os dispositivos de visibilidade, muitas vezes tomados como garantidos, que ela denomina support structures. As suas obras “concentram-se na ação de mostrar-se, na sua natureza material e temporal, precisamente porque o ato de mostrar implica fronteiras e classi cações, tabus e hierarquias. Em outras palavras, há sempre a consciência implícita de uma visibilidade organizada que acaba por ser institucionalizada, para inscrever-se no espaço social, mesmo que esta possa partir de um simples suporte de exposição”. (Marco Scotini em Céline Condorelli, bau bau.Ed. Mousse Publishing).

Uma seleção de exposições e projetos inclui a construção de dois baloiços funcionais para Playgrounds no MASP, com base na idéia do museu como um lugar de diversão (São Paulo, 2016); IMA Brisbane, Austrália (2018- em curso); King’s Cross Projects, Londres, UK (2018); Onassis Cultural Centre, Atenas (2018); Anren Biennale 2017, Chengdu, China (2017); P! , Nova Iorque, EUA (2017); Museum of Contemporary Art Leipzig, Alemanha (2017); IMA Brisbane, Australia (2017); Stroom Den Haag, Haia, Países Baixos (2017); Bienal de Gwangju, Coréia do Sul (2016); Liverpool Bienal, Reino Unido (2016); 20a Sidney Biennale (2016); Display Show, Stroom den Haag, Eastside Projects, Temple Bar Gallery (Haia, Birmingham, Dublin, 2015-2016); Bau bau, HangarBicocca (Milão, 2015). 


Gonçalo Barreiros

Gonçalo Barreiros (1978) vive e trabalha em Lisboa. Formado em Escultura pela escola Ar.Co (Lisboa) e Mestre em Belas Artes pela Slade School of Fine Art de Londres, com bolsa integral da Fundação Calouste Gulbenkian.

Uma selecção das suas exposições individuais inclui Recomeço do mundo, CAPC (Coimbra, 2018); Declaração Amigável, Galeria Vera Cortês (Lisboa, 2017); Condomínio Fechado, O Armário (Lisboa, 2017); Nosey Parker, Galeria Vera Cortês (Lisboa, 2014); Vraum, Chiado 8 (Lisboa, 2013); n.17, Empty Cube in Círculo das Artes Plásticas de Coimbra (2013) e  Woodpecker, Ermida de Belém (Lisboa, 2012).

O seu trabalho integrou também várias exposições colectivas, nomeadamente Wait, Centro Cultural de Belém (Lisboa, 2019); Trabalho Capital, Fundação Oliva (São João da Madeira, 2019); Passeios, Museu do Caramulo (2018); Involuntary Memory, Luis Adentado Gallery (Valencia, 2017); Sala dos Gessos, Museu da Eletricidade (Lisboa, 2016 ); Sem título é um bom título, Ar Sólido (Lisboa, 2016 ); Materiais Transitórios, Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa, 2016 ); Canal Caveira, Cordoaria Nacional (Lisboa, 2015); O Riso, Museu da Eletricidade (Lisboa, 2012); Plus 1, Perry Rubenstein Gallery (New York, 2010); Triangle Room (Curatorial Program of the Chelsea College of Art and Design, 2008) e EDP Art Prize – New Artists, Museu de Serralves (Porto, 2003).


Joana Escoval

Joana Escoval (1982) vive e trabalha em Lisboa. As suas obras são passagens, caminhos invisíveis em aberto. O ritmo e a fluidez dos elementos a que recorre na sua obra estão temporariamente suspensos no tempo e anteveem a sua transição e transmissão natural para outros estados da matéria, mantendo as cargas e vibrações adquiridas desde que se configuravam enquanto esculturas. Seja qual for a sua forma primordial (na sua maioria, metais compostos ou purificados, amalgamados em ligas ou com outros materiais), estes elementos estão carregados de energias que unem seres e objetos, o material e o espiritual. Escoval dissolve as fronteiras entre aquilo que nos habituámos a designar como “natureza” e “cultura” e põe em evidência a malha de conexões entre todas as coisas, olhando a “natureza” e os seus ciclos para lá de um ponto de vista ocidental — e, sobretudo, olhando-a como algo inseparável de nós próprios.

Uma selecção de exposições e projectos incluem: Fiducia Incorreggibile, Galeria Vera Cortês, Lisbon (2017), Transmissions from the Etherspace, La Casa Encendida, Madrid (2017), Current Detours, HalfHouse, Barcelona (2017), I will go where I don’t belong / Volcano Extravaganza, Fiorucci Art Trust, Stromboli (2016); I forgot to go to school yesterday, Kunsthalle Lissabon e Kunsthalle Tropical, Islândia (2016); Lichens Never Lie, La Criée Centre d’Art  ontemporain, Rennes (2016); Matter Fictions, Museu Coleção Berardo, Lisboa (2016); The lynx knows no boundaries, Fondation d’Entreprise Ricard, Paris (2015); Europe, Europe, Astrup Fearnley Museet, Oslo (2014). Ganhou o Prémio BES Revelação em 2012 (Museu de Serralves) e foi nomeada para o Prémio de Novos Artistas da Fundação EDP em 2015, em Portugal. Escoval recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação FLAD em 2013. Entre outras residências, destaca-se a Fiorucci Art Trust Residency em Stromboli (2015) e a RU em Nova Iorque (2013/14). Recentemente publicou dois flexidiscs com Atlas Projectos e Palmário Recordings.

João Louro

João Louro (1963) nasceu em Lisboa, onde vive e trabalha. Estudou arquitetura na Faculdade de Arquitetura de Lisboa e Pintura na Escola Ar.Co. O seu trabalho engloba pintura, escultura, fotografia e vídeo.
Descendente da arte minimal e conceptual, tem uma atenção especial às vanguardas do início do séc XX. O seu trabalho traça uma topografia do tempo, com referências pessoais mas, sobretudo, geracionais. Utiliza como fonte recorrente a linguagem, a palavra escrita, e procura fazer uma revisão da imagem na cultura contemporânea, a partir de um conjunto de representações e símbolos do universo visual coletivo. O minimalismo, o conceptualismo, a cultura pop, o estruturalismo e pós-estruturalismo, autores como Walter Benjamin, Guy Debord, Georges Bataille, Blanchot ou artistas como Donald Judd ou Duchamp, formam o léxico através do qual João Louro se exprime.

Foi o representante de Portugal na Bienal de Veneza de 2015, com a exposição I Will Be Your Mirror | Poems and Problems.

 

José Pedro Croft

José Pedro Croft (Porto, 1957), vive e trabalha em Lisboa. Estudou pintura na ESBAL e escultura com João Cutileiro. A sua obra transita sem hierarquias entre escultura, desenho e gravura.
Está representado nas seguintes colecções: Caixa Geral de Depósitos, Lisboa (Portugal); Centre Georges Pompidou, Paris (França); CAM–Centro de Arte Moderna, Calouste Gulbenkian Foundation, Lisboa (Portugal); Centro Galego de Arte Contemporâneo (CGAC), Santiago de Compostela (Espanha); Coleção Figueiredo Ribeiro - QUARTEL Abrantes (Portugal); Colección Bienal de Escultura “Ciudad de Pamplona”, Pamplona (Espanha); Colección Fundación Helga de Alvear, Cáceres (Espanha); European Central Bank, Frankfurt (Alemanha); Fundação de Serralves, Porto (Portugal); Fundação Luso–Americana para o Desenvolvimento, Lisboa (Portugal); Fundación Caixa Galicia, La Coruña (Espanha); Fundación Banco sabadell, Barcelona (Espanha); Fundación La Caixa, Barcelona (Espanha); Jorge Perez Collection, Miami (E. U. A.); Leal Rios Foundation, Lisboa (Portugal); MACE Museu Arte Contemporânea de Elvas - Coleção António Cachola (Portugal); MEIAC, Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Badajoz (Espanha); Ministério da Cultura (Portugal); Museo de Arte Moderno y Contemporáneo de Santander y Cantabria, Santander (Espanha); Museo de Zamora, Zamora (Espanha); Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (MNAC), Madrid (Espanha); Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), Rio de Janeiro (Brasil); Peter Meeker Collection (Portugal); Sammlung Albertina, Viena (Áustria); Sintra Museu de Arte Moderna - Colecção Berardo, Sintra (Portugal).

 

Susanne S. D. Themlitz

Susanne Themlitz (Lisboa, 1968) vive e trabalha em Colónia, Alemanha.
Uma selecção das suas exposições individuais inclui: Respiração. Pausa – entre dois pontos, Galeria Vera Cortês (Lisboa, 2016); Ese Paciente Laberinto, Galería Ángeles Baños (Badajoz, 2015); Lá em baixo fica iluminada a sombra, Vera Cortês Art Agency (Lisboa, 2014); À la poursuite d’un papillon / Sans doute l’horizon était là-haut, Houg Gallery (Lyon, 2013); Drei Zeichnungen und ein Wesen, Galerina Steiner (Berlim, 2012); Entre el Tiempo, MAS – Museo de Arte Moderno y Contemporáneo de Santander (2010); 4 Containers, 1 Drawing and One Landscape / On Board of Victor Hugo, P28 (Lisboa, 2010); O Estado do Sono (The State of Drowsiness), Paiol, Museu de Arte Contemporânea de Elvas (2009); At Eye Level, Vera Cortês Art Agency (Lisboa, 2009); O Estado do Sono (The State of Drowsiness), Culturgest (Porto, 2006); Of Subterranean Life, Casa da Cerca (Almada 2006); Metamorfopsia Dois Mil e Cinco, Fundação Carmona e Costa (Lisboa, 2005).

O seu trabalho tem sido incluído em exposições colectivas em instituições e galerias tais como: Museu do Oriente (Lisboa, 2017), Galerina Steiner (Berlim, 2016), ROMPONE kunstsalon, Colónia (2016), Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas (Açores, 2015); Museo de Huelva (2015);  Museu de Arte Contemporânea de Elvas (2014); Culturgest (Lisboa, 2013); Martina Kaiser Gallery (Colónia, 2013); Hans-Peter-Zimmer Foundation (Düsseldorf, 2012); Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2016, 2012); Museu Berardo (Lisboa, 2010); Museum for Contemporary Art Pátio Herreriano (Valladolid, 2008);  MACUF (Coruña, 2008); Centro Cultural de Belém (Lisboa, 2007); Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2004).